Mais atividades do Projeto de registro do congo como Patrimônio Imaterial

A equipe da pesquisa com vistas à inscrição do congo como Patrimônio Imaterial Nacional fez uma visita oficial ao Mestre Ricardo Sales, da Banda de Congo Amores da Lua, a seu pai, Mestre Rui Barbosa Sales, e sua mãe, a Rainha Celeuza Alves Sales. Apesar de os pesquisadores Elisa Ramalho Ortigão e José Otavio Lobo Name já terem uma convivência de mais de cinco anos com a banda, o encontro foi de informação sobre o projeto de patrimonialização, sua metodologia, objetivos e metas.

Os pesquisadores, D. Celeuza Alves Sales, Mestre Ricardo Sales e Mestre Rui Barbosa Sales

Um dossiê de candidatura à candidatura ao registro de um bem como Patrimônio Imaterial Nacional deve ter como referência, segundo o Decreto 3551/2000, que institui este tipo de registro, “a continuidade histórica do bem e sua relevância nacional para a memória, a identidade e a formação da sociedade brasileira”. É por isso que a metodologia do projeto adotou como eixos as questões relativas à memória, aos locais e às formas de associação das bandas de congo do Espírito Santo. Estes eixos temáticos norteiam a pesquisa, que se baseia em entrevistas com Mestres, Rainhas, Capitães e conguistas, além de artesãos, devotos e pessoas fortemente relacionadas ao congo.

Ao mesmo tempo, a pesquisa dá continuidade aos mais de cinco anos de convivência que seus coordenadores têm com o universo do congo do Espírito Santo. A Prof.ª Elisa Ortigão, além de ser dançarina da Banda Amores da Lua desde 2014, coordenou entre 2016 e 2019, os projetos de pesquisa e de extensão “Saberes do Congo, saberes da Universidade”, no qual produziu três edições dos Colóquios sobre o Congo no Programa de Pós-Graduação em Artes da UFES, a publicação doas anais dos eventos e organizou a edição do livro “Cancioneiro de toadas da Banda Amores da Lua” (2018), no âmbito de seu pós-doutorado como pesquisadora DCR Fapes/CNPq. O Prof. do Centro de Artes, José Otavio Name, desde 2014, vem pesquisando metodologias de documentação etnográfica audiovisual, e já produziu mais de 150 vídeos com as atividades de quase todas as bandas de congo em atividade no ES, e este estudo subsidia sua pesquisa de doutoramento no Programa de Pós-Graduação em Antroopologia da UFF.

Mas o que apoia, mesmo, as pesquisas, é a convivência intensa que Elisa e Jo têm com o congo. Procuramos, desta forma, entender o congo a partir dos pontos de vistas de seus integrantes mais antigos e tradicionais, em conversas que não poderiam ocorrer na situação da entrevista formal.

Fincada do Mastro de Três Barras, Fundão, em setembro de 2018

O Projeto de Pesquisa com vistas ao Registro do Congo do Espírito Santo como Patrimônio Cultural Imaterial Nacional (Patrimonialização do Congo do ES) foi criado através de uma parceria, via Termo de Execução Descentralizada, entre o Iphan-ES e a Universidade Federal do Espírito Santo, com o apoio da FUCAM. Além dos professores Elisa Ramalho Ortigão e José Otavio Lobo Name, participam do projeto os bolsistas de pesquisa João Victor dos Santos, Daniel Zürcher, Matheus Giacomin Sian e Felipe Mattar.

Para citar este artigo:
NAME, José Otavio Lobo; ORTIGÃO, Elisa Ramalho. “Mais atividades do Projeto de registro do congo como Patrimônio Imaterial”. In O Congueiro – congo do Espírito Santo. 2019. Acessível em: https://ocongueiro.com/2019/05/24/797/

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